As Vantagens de Criar Galinhas Domésticas


As Vantagens na criação de Galinhas Pedrês Portuguesa na sustentabilidade das famílias bem como no eco-sistema:
  •  Obtém-se fontes alternativas na alimentação para a família, através da carne e do ovo;
  • Utilizar os excrementos das galinhas, como fertilizante para a horta;
  • A carne de frango é recomendada na alimentação por conter taxas de calorias baixas, ideal para dietas;
  • O crescimento rápido das aves, permite um acelerado retorno do dinheiro gasto;
  • As Galinhas são aves fáceis de criar, cuidar, transportar e criam-se num curto espaço de tempo;
  • Com poucos custos é possível começar uma criação de galinhas familiar;
  • O ovo é o alimento mais completo na natureza, contem todos os aminoácidos, vitaminas e minerais (é no ovo que se forma um ser-vivo, o pinto);
  •  A mão-de-obra familiar é o suficiente para manter a criação;
  • Sabe a origem da carne e dos ovos que está a comer;
  • Mantém o terreno limpo de ervas daninhas e outras pragas como insectos;
  • Comercializar o excedente, para colmatar os custos da criação;
  • Pode tornar-se um Hobbie familiar;
  • A relação das crianças com os animais ajuda a desenvolver habilidades sociais;
  • É considerado um dos melhores anti-stress.

Estas são algumas das muitas vantagens que estas aves domesticadas pelos Humanos nos trazem no quotidiano.

Origem da Galinha Pedrês Portuguesa

A Origem



No artigo infra, datado de 1936, fala-se de uma Galinha Pedrês Portuguesa. Uma galinha padronizada que de nada vai ao encontro do padrão da raça definido nos dias de hoje. Neste artigo fala-se de uma galinha de crista romanisca e de tarsos brancos, o que nesta época efetivamente existiu.
Nos anos 40, Portugal foi fustigado por uma epidemia, já lhe chamavam a gripe das galinhas (podemos encontrar noticiado na mesma Gazeta em 1942). Essa gripe invadiu o nosso território no início do século XX (1910 a 1920) noticiada também na Gazeta das Aldeias.  Há mesmo quem diga que essa epidemia foi introduzida pela indústria avícola. Foram então introduzidos alguns exemplares vindos de Espanha, Itália e França.



Depois da irradiação total das Raças Nacionais, o Estado Português comprou uma quantidade absurda de galinhas e distribuiu por algumas zonas do país, mas as zonas mais remotas foram esquecidas.
Em 1959 foi encomendado à Estação Avícola Nacional (hoje extinta) um levantamento do que poderia restar das nossas raças e foi nessa altura que o Dr. Manuel Vestias descobriu a origem das raças autóctones.




Aí pode ver-se a caracterização das nossas 4 raças como são hoje em dia. 

Na região minhota ainda havia sinalizadas mais duas raças, a rosa ou salmão ou vermelha, mais pequena do que a amarela, mas de reflexos totalmente avermelhado. A parda era uma outra raça e não era mais do que uma Pedrês com amarelo com pintas preto.  Estas infelizmente já não existem e se existem não estão sinalizadas.



Os padrões da Galinha Pedrês Portuguesa que AMIBA hoje define são baseadas em documentação e artigos científicos que constam da bibliografia nos arquivos do Ministério de Agricultura Portuguesa.

Limitam-se a comprovar e comparar com estudos de caracterização morfológica, fenótipo e estudos genéticos, aquilo que já estava determinado por entidades estatais (Estação Avícola Nacional (agora extinta) hoje a DGAV.

Consultar A Gazeta das Aldeias

Anomalias na Incubação


Algumas anomalias podem surgir nas incubações artificiais.
Deixamos aqui uma tabela com os defeitos, as causas prováveis e as soluções.



DEFEITOS
CAUSAS PROVÁVEIS
SOLUÇÕES



Ovos não fecundados.




Sem anel de sangue nem desenvolvimento do embrião.

1º Acasalamento defeituoso.




2º Ovos demasiado velhos.




3º Galinhas demasiado fracas.


1º Não colocar mais de 10 galinhas por galo. Colocar as galinhas que têm ovos não fecundados com outros galos.

2º Não guardar os ovos de incubação por mais de sete dias.

3º Manter as galinhas e galo em bom estado, podem estar com alguma carência alimentar.




Ovos abortados nos primeiros dias.



Com círculos de Sangue.

1º Temperaturas demasiado baixas.

2º Ovos armazenados a mais de 25ºC.


3º Reprodutores doentes.


4º Escassez de vitaminas.

5º Chocadeira contaminada.


1º Verificar a temperatura da chocadeira.

2º Conservar os ovos à volta dos 13ºC.

3º Incubar os ovos de galinhas completamente saudáveis.

4º Aumentar as vitaminas na alimentação dos reprodutores.

5º Desinfetar a chocadeira entre incubações.






Ovos abortados nos últimos dias.
(Do 10º dia ao 18º dia)

1º Temperaturas demasiado altas na incubadora.

2º Falta de ventilação.


3º Consanguinidade dos pais.


4º Volteio defeituoso.

1º Verificar a temperatura da chocadeira.

2º Proporcionar a regulação de ar necessário.

3º Modificar os acasalamentos.

4º Verificar o volteio (Volteio de pelo menos duas vezes ao dia).





Pinto bem formado, mas morto sem picar a casca.

1º Volteio deficiente.

2º Pinto débil por hereditariedade.


3º Falta de temperatura.


1º Voltear os ovos, pelo menos, duas vezes por dia.

2º Utilizar ovos de galinhas que já tenham obtido bons resultados.

3º Vigiar a temperatura.




Ovos picados com pinto morto no interior.


1º Falta de humidade.


2º Temperatura baixa.

1º Manter a humidade à volta de 60% a 70% nos 4 últimos dias.

2º e 3º Vigiar temperatura.



Pintos aderentes à casca.

1º Falta de humidade.

2º Temperatura baixa.


1º Aumentar a humidade.

2º Vigiar a temperatura.



Pintos Pequenos.

1º Ovos demasiados pequenos.

2º Falta de humidade.

3º Temperatura alta.


1º Não incubar ovos com menos de 50 gramas.

2º Aumentar a humidade.

3º Vigiar temperatura.



Pintos indolentes e de corpo mole.

1º Falta de humidade.

2º Temperatura baixa.

3º Falta de ventilação.


1º Humidade de 60%.

2º Vigiar e temperatura.

3º Ventilação adequada.







Pintos anormais.

1º Bico cruzado.


2º Falta de um olho.

3º Dedos torcidos.


4º Penugem curta.


5º Cor excessivamente amarela.


1º Hereditariedade. Selecionar os pais.

2º Anormalidade casual.

3º Anormalidade na temperatura.

4º Falta de humidade ou excesso de temperatura.

5º Excesso de desinfeção com formol na incubadora.

Incubação adiantada.
Saem os pintos antes dos 21 dias. E por vezes apresentam umbigos sanguinolentos.


1ºTemperatura alta.


2º Ovos demasiados frescos.

1º Manter a temperatura a baixo de 39°C.

2º Não é anomalia na realidade.


Incubação atrasada.

1º Temperatura baixa

2º Ovos velhos


1º Vigiar a temperatura

2º Não incubar ovos com mais de 7 dias

Pintos com umbigos sanguinolentos


1º Temperaturas irregulares.

1º Vigiar temperaturas.

© Galinha Lusitana 2018

Como adquirir as galinhas de raças autóctones.

As galinhas de raça autóctones (Pedrês Portuguesa, Branca Portuguesa, Amarela Portuguesa e Preta Lusitana) estão pela responsabilidade da entidade AMIBA.

Fotografia Amiba
A AMIBA - Associação dos Criadores de Bovinos de Raça Barrosã tem como objetivos estatutários, a preservação, melhoramento, criação e comercialização de animais desta e de outras raças autóctones.



É recorrente ser contactado via e-mail a perguntar como adquirir as galinhas de raças autóctones. Diversas pessoas com interesse procuram as raças e acabam por comprar a supostos criadores que não estão certificadas pela AMIBA e assim muitas vezes acabam por comprar "gato por lebre".

No futuro deixamos a melhor forma para comprar a criadores que estão sobre tutela da AMIBA.


O primeiro passo é contactar a AMIBA pelos contactos disponíveis em www.amiba.pt


AMIBA - DEPARTAMENTO DAS GALINHAS AUTÓCTONES
PEDRÊS PORTUGUESA, PRETA LUSITÂNICA, AMARELA E BRANCATelf.: (+351) 253 559 726e-mail: galinhas@amiba.pt
Secretária Técnica:Virgínia Ribeiro:(Eng.ª): virginia.ribeiro@amiba.pt, Telfs. 253 559 726
Técnicos de campoCristiano Vieira (Eng.º): cristianovieira9@hotmail.com, Telf. 253 559 726


Nesse contacto deve solicitar a lista atual de criadores disponível e aguardar que essa lista seja facultada.

Após receber a lista deve de procurar o criador mais próximo da sua localização para facilitar a cedência de aves caso o criador tenho aves para cedência.

Mesmo que seja um criador da lista deve de estar bem informado do padrão da raça

A forma mais correta de adquirir as aves é na fase de adultos. Aos 6 meses a Pedrês Portuguesa está na sua plenitude podendo ser avaliado o seu padrão, postura e condições de saúde.

Esta é a maneira mais credível de obter aves certificadas e de criadores certificados pela a entidade que tutela as quatro raças de galinhas autóctones a AMIBA

Adquirir aves fora deste contexto pode resultar na banalização da raça por criadores focados em objetivos meramente de comércio,  promovendo o inverso do que se pretende com este projeto da recuperação das raças bem como adquirir aves em que nada tem a ver com o pretendido definido na recuperação, melhoramento e preservação das raças de galinhas autóctones.

Os alimentação das nossas galinhas em regime de Modo Criação Biológica.

Alguns alimentos que podemos dispor às nossas galinhas podem ser facilmente cultivados na nossa horta em modo de criação biológica, por exemplo o milho, o girassol, os legumes, as plantas aromáticas. De qualquer modo, deve-se deixar crescer as urtigas que serão benéficas. Podemos também ter possibilidade de obter cereais de uma quinta de produção biológica ou biodinâmica (em Portugal temos a Herdade do Carvalhoso). A Galinha Lusitana faz a sua própria mistura para a alimentação das suas galinhas com base no valor nutricional de cada cereal:



O trigo: É o cereal que as galinhas preferem, mais pela sua consistência agradável do que pelo seu gosto. Tem o mais alto teor da albumina entre todos os cereais, mas a cevada ultrapassa-o em certos pontos. Administrado sozinho e em abundância provoca diarreias.

O milho: É um excelente alimento para todas as aves de capoeira. A sua proporção na ração não deve contudo ser muito alta porque engorda.

A cevada: Rica em aminoácidos essenciais, tem um efeito favorável sobre a postura, o tamanho dos ovos, a muda das penas e o corpo. Posta de molho na véspera em cinco vezes o seu volume de água, aquecida em lume brando durante quatro horas, a cevada inchada é um elemento precioso da ração "húmida" e é melhor assimilada sob esta forma. Podemos prepará-la para vários dias e guardá-la no frigorífico.

A Aveia: Tem um grande valor energético, mas as galinhas não a apreciam muito devido à sua película. Gostam mais dos flocos de aveia. A vitamina E, que contém em abundância, favorece a fertilidade, a fecundação e tem um efeito muito positivo da eclosão. Os pequenos flocos de aveia é um excelente alimento para os pintos.

Os cereais germinados: Todos os cereais podem ser postos a germinar quando, no inverno, não é possível substituir a verdura por qualquer outro alimento com o mesmo valor. Até o centeio, que as galinhas desdenham habitualmente, agrada-lhes uma vez germinado. Um terço da ração habitual deve ser posto de molho durante 24 horas, depois espalhado, por exemplo numa cesta de vime para fruta, a uma temperatura ambiente de 15º a 20º C, com humidade constante. Os gérmens, que têm 1 a 2 cm, depois de 4 a 5 dias, estão prontos para serem servidos de banquete às galinhas. Para um fornecimento constante de cereais germinados, são necessários 5 a 6 cestas a fim de se fazerem semeadoras escalonadas. Os cereais germinados rentabilizam o custo na alimentação uma vez que o seu volume e valor nutricional aumentam consideravelmente.

O farelo de trigo: O farelo de trigo contém a película, o gérmen e a camada de glúten, e é um alimento precioso da ração "húmida".

As sementes de linho: As sementes de linho não têm apenas um efeito favorável sobre as penas durante a muda, mas também em casos de dificuldade digestiva.

  • Grande fonte de ácidos graxos polinsaturados ómega 3 (75%) e ómega 6 (25%).
  • Enzimas digestivas. Estes ajudam a digestão e promovem o trânsito intestinal.
  • Vitamina E e vitaminas do complexo B.
  • Minerais: iodo, ferro, zinco, magnésio, cálcio, potássio, manganês, silício, cobre, níquel, crómio e fósforo, entre outros.
As sementes de girassol: As sementes de girassol têm o mesmo efeito durante  muda. Constituem, de qualquer modo, um bom alimento, sobretudo quando podem ser cultivados na nossa horta. Permite baixar o preço da alimentação.

Casca de Ostra: O Cálcio de Ostras é fonte de Vitamina D.
O Cálcio de Ostras é um suplemento mineral, fonte de cálcio biodisponível, zinco e magnésio, que desempenham papel importante no desenvolvimento e manutenção dos ossos e tecidos calcificados, dentre outras funções no organismo da galinha bem como na formação da casca dos ovos. A Vitamina D é essencial para que ocorra a absorção de cálcio, sendo que o próprio organismo a produz perante a exposição solar.

Farinha de soja: Rica em aminoácidos e proteínas, a soja possui fósforo, potássio, ferro, zinco, cálcio e vitaminas B e E. Além disso, ela tem em sua composição isoflavonas, substâncias que se assemelham a hormônios muito bom para o crescimento e composição estrutural das galinhas.

Os legumes: As folhas de beterraba vermelha são os mais apreciados de todos os legumes do quintal, mas os restos das acelgas, da alface, do espinafre e de todas as espécies de couves, são também bem-vindos, pois variam a ementa. No inverno as cenouras e as beterrabas muitas vitaminas e podem substituir os gérmens dos cereais que exigem mais trabalho. Além de, caso do alho e a cebola, actuarem contra os parasitas internos. Quem tem jardins com relva pode oferecer a relva cortada pois também é nutritivo sobretudo quando composta de trevo.

A urtiga: A urtiga tem um lugar especial entre todos os alimentos, por causa da sua riqueza em sais minerais e em oligoelementos. Não deve faltar na pasta durante o inverno. Corta-se exactamente antes da floração, retiram-se os caules, seca-se à sombra, mete-se em sacos arejados e dá-se reduzida a migalhas. Os rebentos jovens de urtiga, picados muito fino, são um alimento excelente par os pintos.

 A água: Para terminar, é preciso colocar sempre à disposição água fresca e limpa em quantidade suficiente nos bebedouros para que nunca falte sobretudo nos dias quentes de verão.